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Quando eu comecei a escrever em meados da década de 70, inspirei-me em varios autores: Ligia Fagundes Telles, Jorge Amado,Domingos Pellegrini Jr, Clarice Lispector. Era tão apaixonada por Literatura que segui a Faculdade de Letras, idealizando ser um dia uma nobre professora neste Pais. Mas como todos os meus caminhos e planos tomaram outros rumos, acabei ficando como uma "contadora" de historias, cronicas, contos e poesias anotados em incontáveis cadernos...sendo que alguns foram publicados em Jornais e revistas.
Tenho registrados em mim, alguns contos belissimos, como esse que fala de Natal, da Clarice Lispector, que transcrevo a seguir.
"VIA CRUCIS "
Clarice Lispector
Maria das Dores se assustou. Mas se assustou de facto. Começou pela menstruação que não veio. Isso a surpreendeu porque ela era muito regular. Passaram-se mais de dois meses e nada. Foi a uma ginecologista. Esta diagnosticou uma evidente gravidez.
— Não pode ser! gritou Maria das Dores.
— Por quê? a senhora não é casada?
— Sou, mas sou virgem, meu marido nunca me tocou. Primeiro porque ele é homem paciente, segundo porque já é meio impotente.
A ginecologista tentou argumentar:
— Quem sabe se a senhora em alguma noite...
— Nunca! mas nunca mesmo!
— Então, concluiu a ginecologista, não sei como explicar. A senhora já está no fim do terceiro mês.
Maria das Dores saiu do consultório toda tonta. Teve que parar num restaurante e tomar um café. Para conseguir entender.
O que é que estava lhe estava acontecendo? Grande angústia tomou-a. Mas saiu do restaurante mais calma.
Na rua, de volta para casa, comprou um casaquinho para o bebé. Azul, pois tinha certeza que seria menino. Que nome lhe dana? Só podia lhe dar um nome: Jesus.
Em casa encontrou o marido lendo jornal e de chinelos. Contou-lhe o que acontecia. O homem se assustou:
— Então eu sou São José?
— E, foi a resposta lacónica.
Caíram ambos em grande meditação.
Maria das Dores mandou a empregada comprar as vitaminas a ginecologista receitara. Eram para o benefício de seu filho. Filho divino. Ela fora escolhida por Deus para dar ao mundo o novo Messias.
Comprou o berço azul. Começou a tricotar casaquinhos e a fazer fraldas macias.
Enquanto isso a barriga crescia. O feto era dinâmico: dava-lhe violentos pontapés. Às vezes ela chamava São José para pôr a mão na sua barriga e sentir o filho vivendo com forca. São José então ficava com os olhos molhados de lágrimas. Tratava-se de um Jesus vigoroso. Ela se sentia toda iluminada. A uma amiga mais íntima Maria das Dores contou a história abismante. A amiga também se assustou:
— Maria das Dores, mas que destino privilegiado você tem!
— Privilegiado, sim, suspirou Maria das Dores. Mas que posso fazer para que meu filho não siga a via crucis?
— Reze, aconselhou a amiga, reze muito.
E Maria das Dores começou a acreditar em milagres. Uma vez julgou ver de pé ao seu lado a Virgem Maria que lhe sorria. Outra vez ela mesma fez o milagre: o marido estava com uma ferida aberta na perna, Maria das Dores beijou a ferida. No dia seguinte nem marca havia.
Fazia frio, era mês de Julho. Em Outubro nasceria a criança.
Mas onde encontrar um estábulo? Só se fosse para uma fazenda do interior de Minas Gerais. Então resolveu ir a fazenda da tia Mininha. O que a preocupava é que a criança não nasceria em vinte e cinco de Dezembro. Ia à igreja todos os dias e, mesmo barriguda, ficava horas ajoelhada. Como madrinha do filho escolhera a Virgem Maria. E para padrinho o Cristo. E assim foi se passando o tempo. Maria das Dores engordara brutalmente e tinha desejos estranhos. Como o de comer uvas geladas. São José foi com ela para a fazenda. E lá fazia seus trabalhos de marcenaria. Um dia Maria das Dores empanturrou-se demais – vomitou muito e chorou. E pensou: começou a via crucis do meu sagrado filho. Mas parecia-lhe que, se desse a criança o nome de Jesus, ele seria, quando homem, crucificado. Era melhor dar-lhe o nome de Emmanuel. Nome simples. Nome bom.
Esperava Emmanuel sentada debaixo de urna jabuticabeira. E pensava:
- Quando chegar a hora, não vou gritar, vou só dizer: ai Jesus!
E comia jabuticabas. Empanturrava-se a mãe de Jesus.
A tia — a par de tudo — preparava o quarto com cortinas azuis. O estábulo estava ali com seu cheiro bom de estrume e suas vacas. De noite Maria das Dores olhava para o céu estrelado a procura da estrela-guia. Quem seriam os três reis magos? quem lhe traria Incenso e mirra? Dava longos passeios porque a médica lhe recomendara caminhar muito. São José deixara crescer a barba grisalha e os longos cabelos chegavam-lhe aos ombros. Era difícil esperar. O tempo não passava. A tia fazia-lhes, para o café da manhã,, brevidades que se desmanchavam na boca. E o frio deixava-lhes as mãos vermelhas e duras.
De noite acendiam a lareira e ficavam sentados ali a se esquentarem. São José arranjava para si um cajado. E, como não mudava de roupa, tinha um cheiro sufocante. Sua túnica era de estopa. Ele tomava vinho junto da lareira. Maria das Dores tomava grosso leite branco, com o terço na mão.
De manhã bem cedo ia espiar as vacas no estábulo. As vacas mugiam. Maria das Dores sorria-lhes. Todos humildes vacas e mulher. Maria das Dores a ponto de chorar. Ajeitava as palhas no chão, preparando lugar onde se deitar quando chegasse a hora. A hora da iluminação.
São José, com o seu cajado, ia meditar na montanha. A tia preparava lombinho de porco e todos comiam danadamente. E a criança nada de nascer.
Até que numa noite, as três horas da madrugada, Maria das Dores sentiu a primeira dor. Acendeu a lamparina, acordou São José, acordou a tia. Vestiram-se. E com um archote iluminando-lhes o caminho, dirigiram-se através das árvores para o estábulo. Uma grossa estrela faiscava no céu negro.
As vacas, acordadas, ficaram inquietas, começaram a mugir Daí a pouco nova dor. Maria das Dores mordeu a própria para não gritar. E não amanhecia.
São José tremia de frio. Maria das Dores, deitada na palha, um cobertor, aguardava.
Então veio urna dor forte demais. Ai Jesus, gemeu Maria das Dores. Ai Jesus, pareciam mugir as vacas.
As estrelas no céu.
Então aconteceu.
Nasceu Emmanuel.
E o estábulo pareceu iluminar-se todo.
Era um forte e belo menino que deu um berro na madrugada.
São José cortou o cordão umbilical. E a mãe sorria. A tia chorava.
Não se sabe se essa criança teve que passar pela via crucis. Todos passam.
Clarice Lispector
Se você achar um pêlo branco num gato preto, terá boa sorte.
Se você chutar um gato, terá reumatismo naquela perna.Na idade média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Dizem que quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando!
Os primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um deus com a sua forma física, Bast. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos nas suas casas e davam-lhes honras reservadas.
O meu gato preferido é um felino negro com uma pinta branca no formato de um coraçãozinho, bem no peito. Foi achado na rua, mais vivo do que morto e ficou 15 dias no soro do veterinário.
Aliás,o veterinário reafirmou que os gatos pretos são os mais inteligentes e carinhosos ( talvez uma mutação genética por serem os mais rejeitados).E isso é a pura verdade! O Carlson ( nome sueco apropriado para um negão) é muito carinhoso, conversa com seus miados lânguidos, fazendo uma corcova com o corpo,feito um dromedário. Adora beber água corrente e comer peito de peru.
Mas tem uma postura elegante e altiva, como todos os gatos.
Gato só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele depende, é chamado de arrogante, egoísta,falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor.
Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser. O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. O gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém, sem derramar-se. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.
A primeira vez que tive contato com a guerra, foi aos 10 anos quando meu avô me levou numa visita a um casal de amigos judeus. Muito carinhosos, nos serviram café e chá, com biscoitos feitos por ela, uma senhora baixinha de cabelos grisalhos e um chale bege nos ombros. Quando ela me estendeu o prato de doces, vi o numero tatuado em seu antebraço, e como toda criança ingenua perguntei o que era aquilo.Um silencio de alguns segundos e ela respirou fundo. A pergunta não foi respondida, continuaram na conversa deles sem me darem atenção. Mais tarde em casa,meu avô contou algumas passagens deles no campo de concentração e eu ouvi estarrecida, que eles bebiam urina de cavalo para matar a sede. Aquilo me deixou atonita, não pude compreender direito o porque da guerra e como toda criança, dali alguns minutos ja tinha esquecido o assunto e fui brincar.
Adolescente vi cenas da guerra do Vietnam ( a guerra que matou o orgulho americano) e pude compartilhar mais ativamente da indignação da minha geração, a geração dos protestos.Uma certeza ja abrangia meu coração: na guerra todos saem derrotados!
Na semana passada vi tanques subindo ladeiras nos morros do Rio de Janeiro, uma guerra urbana para tomada de território.Sobre o futuro do Rio de Janeiro e de tantas outras capitais e cidades importantes de nosso Brasil existe uma incógnita, que só poderá ter uma resposta nos próximos anos, em face das providências e das soluções práticas que poderiam ser tomadas pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Brasil.
Nenhum motivo explica a guerra. Nem a sede de poder. Nem o medo de perder,nem a ira. Nem a mentira,nem a conquista territorial. É preciso aproveitar os momentos de crise para fomentar a reflexão sobre o autêntico destino da humanidade e de cada ser humano. Reconhecer todas as filosofias da vida que se baseiam em motivações positivas, sobretudo quando são enraizadas entre os povos. A paz é possivel.
Como espiritualista e medium tenho em mim a certeza de estar sempre acompanhada por meus guias espirituais, que me intuem nas mais diversas situações. Tenho tambem um "acompanhante" que muitos dizem ser o "anjo da guarda", mas para mim significa um espirito com afinidades e que vem comigo há muitas encarnações.
Sinto a sua presença sempre e sua luz ilumina meus caminhos.
Mas o Senhor de todos os anjos, aquele que está ao lado do Senhor, é sem duvida o Arcanjo Miguel. Dos sete poderosos Arcanjos, Mensageiros de Deus, o Arcanjo Miguel, o Senhor dos Anjos, é o mais conhecido; ele é o Arcanjo da fé, da proteção e da libertação do mal.
Eu acredito que os anjos são espíritos sem corpos que possuem inteligência superior, força e santidade. Arcanjo Miguel é o mais velho arcanjo, cujo nome significa "assim como Deus”. É o Patrono da Umbanda, sendo que foi dado a ele a capitania sobre os fenômenos naturais, como a chuva, o vento, o fogo, a neve, os trovões, relâmpagos e granizos.
Ao Arcanjo Miguel atribuem-se três funções:
1. A de guiar e conduzir as almas ao céu, depois de tê-las pesado na balança da justiça divina;
2. De defender a Igreja e o povo cristão;
3. De presidir no céu o culto de adoração à SSma. Trindade e oferecer a Deus as orações dos Santos e dos fiéis.
A tradução literal para o nome Miguel é “Aquele/Quem como Deus”.
• Mi = Aquele/Quem(?)
• Ka = Como
• El = Deus
Muita especulação surgiu através dos tempos, nas tradições judaica e cristã, sobre a natureza e obra dos anjos, bem como sobre a identificação do arcanjo Miguel.
A Hierarquia Angelical é composta por 09 (nove) Coros: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, distribuídos em três Hierarquias.
Juntamente com Arcanjo Gabriel e Arcanjo Rafael, Arcanjo Miguel faz parte do Coro dos Arcanjos, e seu dia é comemorado em 29 de setembro.
No livro de Enoque ele é designado como o príncipe de Israel. No livro dos Jubileus, ele é retratado como o anjo que instruiu Moisés na Torá. Nos Manuscritos do Mar Morto é retratado lutando contra Beliel. Miguel é designado como "o arcanjo" termo que significa "anjo principal".
Desde a publicação, em 1991, da quase totalidade dos textos descobertos no deserto da Judeia - comummente conhecidos como os manuscritos do Mar Morto - que o estudo acerca da angeologia judaica sectária e extra-biblica teve um grande desenvolvimento.
No capítulo 12 do Livro do Apocalipse encontramos o seguinte: “Houve uma grande batalha no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra Satanás e suas legiões, que foram derrotadas, e não houve lugar para eles no céu. Foi precipitada a antiga serpente, o diabo, o sedutor do mundo. Ai da terra e do mar, porque o demônio desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo”.
Quando, conscientemente, se apela ao Arcanjo Miguel e sua Legião, esta súplica é atendida prontamente e distribuído o socorro em cada necessidade que oprime e enfraquece!
Oração a Arcanjo Miguel
Príncipe Guardião e Guerreiro
defendei-me e protegei-me com Vossa espada,
não permiti que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes,
contra quaisquer ato de violência.
Livrai-me de pessoas negativas.
Espalhai vosso manto e vosso escudo de proteção
em meu lar, meus filhos e familiares.
Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
Que assim seja.
Se você é adepto do vegetarianismo por questões pessoais como simples preferência gastronômica, ok. Também aprecio uma boa salada e adoro legumes! Aprendi a comer proteína de soja com a minha filha, mais ligada do que eu em produtos naturais e emagrecimento. Não faço questão de carne, mas ainda, vez ou outra, cometo o pecado.
Tenho uma irmã e cunhado que são parcialmente vegetarianos ( não comem carne vermelha ) em função da leitura de um livro espiritualista de Ramatis.
Eu me sinto muito desconfortável com a idéia da quantidade de sofrimento imposta aos animais abatidos. Outro dia, assisti a um video na TV que me deixou muito impressionada, de um abatedouro antigo do Nordeste. O homem levantava a marreta e com toda a força abatia o boi á sua frente. O animal manso e quieto, parece que esperava seu destino. Aquilo me comoveu tanto, que dai pra frente evito mais do que nunca a carne vermelha.
Mas igualmente, nas minhas pesquisas na internet, li que um grupo de industrias alimentícias criou uma forma de praticamente “pulverizar” um frango ainda vivo, pulando etapas e criando mais faturamento!
Acho que ainda comemos carne de animais porque não pensamos mais profundamente no assunto, não nos ligamos na crueldade que é imposta a esses seres, em função de antigos hábitos ou falsas idéias de consumo ideal de proteínas.
A ilusão da fazendinha do interior com os animais vivendo felizes não resiste à conscientização da pressão que a humanidade faz no ecossistema, bem como a poluição atmosférica e do solo que imensos rebanhos causam.
Não importando a motivação, o abate de gado de corte não se restringe apenas à carne, como muitos insistem em propagar. Grande parte de nosso conforto (palavra que pode soar hedonista nesse contexto) e capacidade de sobrevivência depende das dezenas de subprodutos do gado, como os adubos orgânicos, hormônios, insumos para pesquisas etc. Lembro de ter lido um ditado muito antigo em um Almanaque Globo Rural: do boi só não se aproveita o mugido.
Os Vegans, ou seja, aqueles vegetarianos que não partilham absolutamente de nada que derive de animais ( couro, cosméticos,etc),se pautam no reconhecimento de que seres sencientes têm direitos e de que somente a adoção da senciência (sensibilidade e consciência – característica própria dos seres dotados de sistema sensorial-neuronial e autonomia prática, isto é, os animais) como princípio definidor de pertença à comunidade moral (senciocentrismo) é capaz de assegurar direitos a todos os seres humanos.
A preocupação do veganismo é dar maior significado e dignidade a vida, e com a diminuição do sofrimento dos animais o sofrimento da raça humana também será aliviada!
Acho que estou num processo evolutivo alimentar, e que evoluir espiritualmente também significa não comer carne animal.
Recebi um convite de uma festa de noivado... Ha quanto tempo não ouço falar em “festa de noivado”? Esse laço romântico que se resume em -namoro-noivado-casamento parece que a cada dia fica mais distante e mais dificil.
O namoro, que era uma fase de extrema beleza e encanto, momento de escolha e conhecimento, atualmente perde esse caráter. Chega o momento em que o jovem não namora, apenas “ fica “.
A relação, que era de mutuo conhecimento, passa a ser de encontros fortuitos, para noitadas ou festas. Como a tendência é de diminuírem os casamentos, também diminuem os noivados. Como conseqüência da nova modalidade de namoro (o ficar) as relações sexuais, pré-matrimoniais proliferam, dispensando a festividade glamurosa e comprometedora do noivado e do casamento. Antes o sexo era um tabu, algo só para quatro paredes, depois do casamento. As mudanças sócio-econômicas fizeram aparecer novas posturas, onde os pais já se preocupam não mais com a virgindade dos filhos, mas com o sexo seguro e os preservativos são mais importantes na bolsa da garota que o batom.
Os pares se conhecem, começam a dormir juntos e assim permanecem até que seja bom e conveniente para ambos. As separações, que já fazem parte do cotidiano, também não são, como antes, traumáticas. A não ser, talvez, para os filhos que surgem, por vezes acidentalmente...
A igualdade tão buscada pelas mulheres em relação aos homens ainda não foi totalmente conquistada, porém, a liberdade adquirida até agora, muitas vezes, tem sido a causa de atritos diversos nos relacionamentos.
Ja casei duas vezes, e ainda agora na maturidade, meu coração anseia por um companheiro, assim como a maioria de homens e mulheres da minha idade com quem convivo, e que por alguma razão estão sós. Conheço mulheres maduras que ficam exultantes com a idéia de um noivado ou uma festa de casamento.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre muito, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
E sentir, num futuro próximo, vai ser o verbo de comando da vida, em todos os aspectos!
Vejam que texto belissimo de Leon Denis:
“O que acima de tudo caracteriza a alma_humana é o sentimento. É por ele que o homem se prende ao que é bom, belo e grande; ao que será o seu amparo na dúvida, a sua força na luta, a sua consolação na prova.
E tudo isso revela Deus. Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em estado latente, forças emanadas do divino Foco e pode desenvolvê-las, unindo-se estreitamente à Causa de que é efeito.
Mas a alma humana ignora-se a si mesma; por falta de conhecimento e de vontade, deixa as suas capacidades interiores em letargo. Em lugar de dominar a matéria, deixa-se por ela freqüentemente dominar; eis a fonte dos seus males, das suas fraquezas, das suas provações."
LÉON DENIS
Entra em vigor nesta quarta-feira (20 de Outubro de 2010) o Estatuto da Igualdade Racial, noventa dias após sua sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua publicação no Diário Oficial da União. A lei foi aprovada pelo Senado no dia 16 de junho deste ano, após tramitar sete anos no Congresso.
O texto prevê garantias e o estabelecimento de políticas públicas de valorização aos negros. O documento possui 65 artigos referentes a temas como educação, cultura, esporte, lazer, saúde e trabalho, além de defender os direitos das comunidades quilombolas e proteger religiões de tradição africana.
Segundo a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o objetivo do estatuto é corrigir desigualdades históricas no que se refere às oportunidades e aos direitos dos descendentes de escravos do país.
Sou neta de uma mulata maravilhosa, alegre , musical e criativa, minha querida avó Vitória. Tenho orgulho em dizer que descendo de antepassados negros africanos, que trago a cultura da Bahia nas veias, o cheiro da pimenta na cozinha e o batuque contagiante na musica. Assim como, descendo tambem do incrivel povo italiano, herdando o gosto pela arte e o romantismo.
Sabemos que no Brasil esse preconceito é velado, mas existe. Não tenho certeza se leis como essa que o Lula sancionou vão fazer algum efeito na sociedade. Políticas dirigidas a grupos ‘raciais’ estanques em nome da justiça social não eliminam o racismo e podem até mesmo produzir o efeito contrário, dando respaldo legal ao conceito de raça e possibilitando o acirramento do conflito e da intolerância.
O abismo mais gritante na sociedade brasileira é o que afasta os abastados dos miseráveis, separação esta que exige dos poderes públicos uma resposta não meramente compensatória, mas sim estrutural e voltada para o futuro da nação.
Expandir o emprego, garantir o direito à saúde, educação, segurança, etc., são as únicas conquistas capazes de promover, geral e substancialmente, os imensos setores reduzidos à mais dura exploração, sejam afro-descendentes ou não.